ICDF- Instituto de Cardiologia do Distrito Federal FUC- Fundação Universitária de Cardiologia
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Instituto de Cardiologia prima pela prestação de serviços de qualidade

O dia 27 de setembro deste ano tem sabor especial para quem atua e é beneficiado pelos serviços prestados pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF).

Na data em que é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos o ICDF traz números bastante expressivos em relação aos transplantes realizados na instituição desde 2007. Até o momento são 1876 procedimentos realizados entre transplantes de fígado, coração, rim, medula óssea e córneas.

O ICDF é pioneiro na captação de órgãos em outros Estados. Em 2010, iniciou um projeto de captação a distância, ampliando, assim, a oferta de órgãos e, consequentemente, a oportunidade de aumentar o número de cirurgias e a salvar mais vidas.  

Como uma instituição privada sem fins lucrativos, conveniada para atendimento de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no DF, além de pacientes particulares e conveniados por planos de saúde, o ICDF presta um serviço complementar à rede da Secretaria de Saúde (SES/DF) para realização de atendimentos de alta complexidade cardiovascular e transplantes, sendo centro de referência para pacientes do Distrito Federal e de outros estados, principalmente das regiões Norte e Centro-Oeste.

“Somos os únicos credenciados pela rede pública para fazer transplante de medula óssea autólogo (próprias células-tronco do paciente são removidas e utilizadas novamente após quimio e radioterapia) e alogênico (células vem de um doador externo). Também, temos exclusividade no atendimento de pacientes pediátricos e adultos para transplantes cardíacos pelo sistema único”, destaca a superintendente do ICDF, Valda César.

NÚMEROS NO ICDF

Além de contar com uma equipe profissional qualificada, o Instituto de Cardiologia tem números bastante expressivos em relação aos transplantes de órgãos desde o início de seu funcionamento.

Os transplantes cardíacos, que tiveram seu início em 2007, somam, até o momento, 306, sendo que o ICDF está no ranking entre as cinco instituições que chegaram na marca dos 300 procedimentos no País neste quesito. Na área das doenças hepáticas, desde 2012, foram 565 transplantes de fígado.

Nos segmentos de rins, medula óssea e córneas, que iniciaram em 2013, são 306, 462 e 237 transplantes, respectivamente. Em 2009, o ICDF realizou o primeiro transplante pediátrico e, de lá para cá, já são 56 entre crianças e adolescentes.

Por trás da trajetória na área de transplantes, que soma, atualmente, 1876 procedimentos, uma equipe, capitaneada pelo médico Fernando Atik, é composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, odontólogos, assistentes sociais, nutricionistas e fisioterapeutas que realizam um trabalho incansável sempre com o intuito de trazer o melhor atendimento à população.

Conheça mais detalhes sobre a Unidade de Transplantes do ICDF:
https://drive.google.com/file/d/1amZLMozc7TYAD30GWlmo37ZueYZ3yzRl/view?usp=sharing

A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

A doação de órgãos é um ato de amor ao próximo. Todos os anos, milhares de vidas são salvas por meio desse gesto. O transplante é um procedimento cirúrgico em que um órgão ou tecido doente é substituído por um saudável.

No Brasil a realização de transplante de órgãos tem o amparo da Lei 9.434 de 4 de fevereiro de 1997 e pela Lei 10.211 de 23 de março de 2001 que determinam que a doação de órgãos e tecidos pode ocorrer em duas situações: de doador vivo com até 4º grau de parentesco desde que não haja prejuízo para o doador; e de um doador morto, que deve ser autorizada pela família.

Qualquer pessoa, maior de 18 anos, pode ser uma doadora de órgãos, desde que tenha condições adequadas de saúde e seja avaliado por um médico e realizado uma série de exames.

Quero me tornar um doador. Como faço?

Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador e deixar claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos. No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar.

Quais são as regras para ser um doador falecido?

  • Ter identificação e registro hospitalar;
  • Ter a causa do coma estabelecida e conhecida;
  • Não apresentar hipotermia, hipotensão arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do sistema nervoso central;
  • Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante;
  • Submeter-se a exame de imagem complementar que demonstre e confirme a morte encefálica – que é o momento em que não há fluxo sanguíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral.

 
Quais órgãos podem ser doados?

Córneas - retiradas do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidas fora do corpo por até sete dias;
Coração - retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo quatro horas;
Pulmão - retirados do doador antes da parada cardíaca e mantidos fora do corpo de quatro a seis horas;
Rins - retirados do doador até 30 minutos após a parada cardíaca e mantidos fora do corpo até 48 horas;
Fígado - retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 12 horas;
Pâncreas - retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 12 horas;
Ossos - Retirada imediata após a morte, até 6 meses para reimplante;
Medula óssea - se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue.

Para quem vão os órgãos doados?

Os órgãos doados vão para os pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, controlada por um sistema informatizado disponibilizado pelo Ministério da Saúde para a Central Estadual de Transplantes.

O corpo do doador fica deformado após a retirada dos órgãos?

A diferença não dá para perceber. Aparentemente o corpo fica igualzinho. Aliás, a Lei é clara quanto a isso: os hospitais autorizados a retirar os órgãos têm que recuperar a mesma aparência que o doador tinha antes da retirada.
 
Como é feita a doação em vida?

O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial. Este tipo de doação só acontece se não representar nenhum problema de saúde para a pessoa que doa. Nestes casos, o médico avaliará a história clínica da pessoa e as doenças anteriores. A compatibilidade sanguínea é primordial em todos os casos. Há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso. 
 
Como ser um receptor?

Pacientes com condições clínicas sugestivas de transplante, em situação ambulatorial deverão ter solicitação de avaliação encaminhada, via e-mail, para Central Estadual de Transplante do Distrito Federal (CET-DF) solicitando a consulta pré-transplante com relatório médico e resultado de exames.

Como funciona a lista de espera?

Para receber um órgão, o potencial receptor deve estar inscrito em uma lista de espera, respeitando-se a ordem de inscrição, a compatibilidade e a gravidade de cada caso. A lista é única, organizada por estado ou por região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e por órgãos de controle federais.

Mais informações podem ser obtidas no ICDF através do 3451-1000 e solicitar atendimento na Secretaria da Unidade de Transplantes.