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Irmãos já compartilhavam a medula óssea desde um procedimento realizado em 2011

No mês em que diversas ações ocorrem em todo o país com o intuito de incentivar a doação de órgãos e tecidos, mais um exemplo de amor e solidariedade tem destaque no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF). O caso é de irmãos gêmeos que estão fazendo transplante de rim nesta sexta-feira, 24.

Rauan e Luan do Nascimento Freitas têm 29 anos e, além da ligação natural por serem gêmeos, agora terão em comum mais do que o compartilhamento do útero da mãe: o Luan está doando um rim para o Rauan. 

Após cerca de 10 anos de um transplante de medula óssea, também doada pelo Luan, o técnico em enfermagem Rauan precisou de um rim após ficar debilitado em decorrência dos tratamentos que teve que fazer em razão de uma leucemia.

“Ao longo dos últimos anos, Rauan teve outros problemas de saúde e, durante o tratamento, o rim foi ficando debilitado. Protelamos o quanto foi possível, mas, nos últimos tempos, em hemodiálise, meu irmão foi ficando pior, por isso, decidimos pelo transplante do rim”, explicou Luan que já sabia ser compatível e vinha se oferecendo para ceder o órgão para que o irmão tivesse uma qualidade de vida melhor.

Para Rauan, que recebeu o órgão, a sensação é de vida nova. “Minha gratidão ao meu irmão será eterna pois com esse gesto, depois de recuperado, poderei realizar meu sonho que é exercer a profissão de técnico em enfermagem para ajudar outras pessoas que passem por situações igual a minha”, relatou o paciente.

Segundo os irmãos relataram, da definição pelo transplante até a doação, foi cerca de um mês para que todos os exames fossem feitos e ambos estivessem preparados.

“Agora, seguimos para um recomeço e incentivamos a todos que façam a opção por serem doadores. A sensação de poder dar vida para outra pessoa é impagável e vale todo o esforço”, destacou Luan.

A coordenadora dos transplantes renais do ICDF, médica nefrologista, Helen Souto Siqueira Cardoso, salientou a importância da doação de órgãos para que mais vidas sejam salvas e melhoradas a partir desse gesto de amor.

“A doação intervivos não conseguirá suprir a demanda tão crescente de transplantes renais. Por isso é importante que as pessoas comuniquem a família sobre sua opção por fazer a doação de órgãos”, orientou a médica.

TRANSPLANTE DE RINS - O transplante renal é considerado a melhor alternativa de tratamento para o paciente portador de Doença Renal Crônica em estágio avançado, que necessita de terapia dialítica, por garantir a melhor sobrevida e qualidade de vida. Como o ser humano é capaz de viver bem com apenas um dos rins, a doação de intervivos tornou-se mais habitual e uma opção dada aos familiares para evitar a espera prolongada por um transplante de rim.

O ICDF é um centro habilitado e autorizado pelo Ministério da Saúde (MS) para realizar o transplante com doadores vivos ou falecidos, obedecendo a todos os critérios do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
A Instituição iniciou o programa de transplante renal em agosto de 2013 e, desde então, já realizou 306 transplantes - com rins de doadores vivos e falecidos, sendo referência em adultos e pediátricos (12 a 18 anos). Neste ano, foram 34 transplantes até o momento. Sendo 13 intervivos.